terça-feira, 30 de outubro de 2012

Arte poética



Por cada verso feito quantas noites
desfeitas e mulheres transfiguradas,
madrugadas, cidades, auto-estradas,
montes de cartas, mortos e ausentes.

Por cada verso feito me despeço
deste mundo, em pedaços repartido,
pois só consigo reunir-se quando fundo
império de poema nunca escrito.

António Barahona
(Imagem: robert_james_gordon_thumb - 

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