Por cada verso feito quantas noites
desfeitas e mulheres transfiguradas,
madrugadas, cidades, auto-estradas,
montes de cartas, mortos e ausentes.
Por cada verso feito me despeço
deste mundo, em pedaços repartido,
pois só consigo reunir-se quando fundo
império de poema nunca escrito.
António Barahona
(Imagem: robert_james_gordon_thumb -
Nenhum comentário:
Postar um comentário