sábado, 23 de abril de 2011

Alguns haicais


A neve não cessa –
Vou morrer e só conheci
a mão do meu marido.

(Takako Hashimoto – 1899/1963)


 O baque terrível
da borboleta caindo
no chão gelado.

(Kakio Tomizawa – 1902/1962)


As flores da cerejeira –
o mar é tão azul
que no mar desejam cair.

(Soshu Takaya – 1910/1999)


Uma semente de nêspera
tomando o seu caminho
para o sol.

(Goro Wada – 1923)


Que tempestade!
Vi o rei da depressão
num sonho matinal.

(Toshi Akao – 1925/1981)


Uma flor tocando
noutra flor – dois versos
vem-me à memória.

(Ikuya Kato – 1929)

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